quarta-feira, 4 de maio de 2011

Tristeza momentânea

Olhares vazios perambulam pelos cantos da casa, arrastando pesadas correntes de saudade. Sentimentos profundos são exalados pela casa, perfumando o ambiente com um cheiro amadeirado e melancólico. O tiquetaquear do relógio é sentido profundamente na alma e cada segundo que passa entorpece ainda mais os nossos sentidos já desorientados, nos fazendo parecer uma bússola quebrada. Os olhares vazios se encontram por vezes tentando encontrar uns nos outros, aquilo que lhes falta.
De repente as cortinas da casa são abertas e o sol bate em seu interior. A alegria voltara...

Mente brilhante

Não me chama de brilhante ou gênio, sou apenas um copiador que se apodera e se faz dono das idéias alheias por saber que tudo já foi falado e pensado. Minhas idéias são apenas o meu jeito de ver tudo isso, ás vezes de maneira pessimista e pragmática.

Inverno

Dias frios me fazem lembrar das coisas que eu quero esquecer. De amores antigos, de pessoas que já se foram, das escolhas mal feitas, das atitudes mal tomadas e da vida jogada fora.

Jovens de mais

Somos tão jovens para saber o que queremos da vida, somos tão jovens para tomar uma decisão, somos tão jovens para dar nossa cara à tapa, somos tão jovens para amar, somos tão jovens para pagar pelos nossos erros, somos tão jovens para crescer e entrar na vida adulta. 

Pessoas

Pessoas são apenas pessoas, com seus jeitos particulares de ver o mundo, com opiniões baseadas nas suas próprias experiências, com defeitos e com qualidades. São seres de carne e osso com um coração pulsante que amam que odeiam que erram e acertam. No meio de tudo isso se encontram, se perdem e seguem suas vidas da melhor forma possível, enfim, pessoas são apenas pessoas.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Cozinheiro do tempo


Se pudesse viveria esse momento para sempre, e entraria em um êxtase gastronômico temporal ao degustar cada segundo, percebendo como cada parte tem um sabor diferente, e que concomitantemente vai completando o todo, fazendo com que este possua um sabor único e especial.    

Uma noite inebriante

É madrugada e esta é a única coisa da qual eu tenho certeza. Os pensamentos invadem a minha mente sem pedir licença e sem fazer qualquer tipo de cerimônia. Não sei que dia é hoje, não sei em que mês estamos. Talvez tudo isso só faça parte de mais um daqueles sonhos que parecem reais. Algo me incomoda, mas eu não sei o que é. Começo a me revirar na cama tentando achar uma posição confortável para dormir, e mais uma vez rezo para ver se sou atendido e pego no sono de vez... “mais uma vez foi em vão.” É o pensamento que ecoa na minha cabeça. Meus olhos ardem. Levanto e abro a janela do meu quarto. A rua está calma. Vejo alguns mendigos e umas prostitutas acenando para os poucos carros que ainda circulam pela cidade a esta hora. O tempo está quente e úmido. Percebo um clarão no céu. Meus olhos voltam a arder. Fecho a janela, logo vai começar a chover. Dirijo-me a cozinha. Tomo um café, sem me importar que isso provavelmente me manterá acordado por mais algum tempo. Acendo um cigarro. O gosto do café em minha boca se mistura com o amargo do cigarro e eu por alguns segundos fico apreciando esta estranha sensação. Olho no relógio. São 4 horas da manhã, aproveito e olho para o calendário para me localizar no tempo e no espaço. É segunda-feira, ou melhor, terça. Já é de madrugada penso eu. De volta ao meu quarto, confiro meu celular, vejo novamente as horas, percebo que tenho novos e-mails. Meus olhos começam a pesar, e meu corpo fica dolorido. Volto para a cama. Percebo que a chuva está intensa. Durmo por alguns segundos. O relógio desperta. É hora de levantar. Começou mais um dia.