sábado, 27 de fevereiro de 2010

Antagonicos

Bom dessa vez não é nada que eu tenha escrito mas são duas passagens, se é que podem ser consideradas como passagens que eu gosto. Duas coisas antagonicas mas que uma hora todos passam, o tal de negócio de ser criança e querer crescer logo e o de ser adulto e querer voltar a ser criança, mas uma coisa é certa as coisas do passado são lembradas com ternura e o presente momento é vivido com satisfação, serenidade e maturidade.

Maturidade

A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura.
(Lya Luft)




Meus Oito Anos

Ah! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Como são belos os dias
Do despontar da existência!
Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é lago sereno,
O céu um manto azulado,
O mundo um sonho dourado,
A vida um hino d'amor!
Que aurora, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!
Ah! dias da minha infância!
Ah! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!
Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
Pés descalços, braços nus
Correndo pelas campinas
A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!
Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo.
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!

(Casemiro de Abreu)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Homem, Pai, Marido



Naquele dia acordou cedo, tomou seu banho, se vestiu e foi trabalhar. Como de costume voltaria a noite, trocaria meia duzia de palavras com a esposa e perguntaria como foi o dia do seu filho, assistiria um pouco de televisão e iria se deitar para um novo ciclo começar.
Passava por alguns problemas recentemente, mas nada que merecesse muita relevância.
Ultimamente algo não parecia bem, ele não trocava mais aquelas poucas palavras com a esposa, nem passava mais um tempo com seu filho. O casamento parece que tinha esfriado e o filho pouco lhe importava.
Ele se tornou distante, e a cada dia conversava menos, parecia um estranho em sua própria casa. O filho não o reconhecia mais e a esposa se perguntava onde estava aquele homem o qual conheceu a vinte anos atrás.
Com certeza havia algo de errado, mas ele nada falava pra sua esposa ou filho, não compatilhava mais as suas angustias e momentos de felicidade com eles. Não ria mais, não ficava mais feliz, estava sempre triste e calado talvez remoendo as mágoas, arrependimentos ou sabe-se lá o que. Se tornou um homem amargo definitivamente.
Mas naquele dia algo parecia diferente. Ele quebrou sua rotina diária, voltou para casa no horário do almoço coisa que já não fazia a tempos e teve uma conversa descontraida com a familia. Parece que depois de muitos anos a felicidade começava a tomar conta daquele homem, foi então que ele se dirigiu a sala e chamou pela sua esposa que prontamente respondeu. Pediu a ela um pouco de dinheiro emprestado, que sem hesitar lhe entregou, ele então saiu pela porta sem nada dizer e nunca mais voltou.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Preciso dizer que te amo!

Está tudo presetes a começar de novo, ou seja, o metro lotado, as pessoas mal encaradas, o empurra empurra cotidiano que é o metro às 6:00 horas da manhã e os professores nos massacrando com o conhecimento.

Mas tirando isso pensei que a volta as aulas seria mais interessante, pensei que veria gente nova e a faculdade lotada, doce ilusão! É bem verdade que o povo brasileiro é preguiçoso, pra minha não tão quase surpresa foram só cinco pessoas da minha sala! Que maravilha! Tudo bem que nós tinhamos combinado de ir por causa do aniversário de uma amiga minha, mas tirando isso nada de anormal, que dizer a única coisa anormal foi que o professor que segundo as más linguas está para morrer é idoso, nem se quer deu as caras por lá. O jeito foi voltar para casa mais cedo, que chato...hahaha.
Bom pelos acontecidos de ontem não fui pra facul no dia seguinte, diga-se de passagem uma sexta-feira, fiquei em casa para acabar de colocar as coisas em ordem de recém chegado de viagem. No meio das arrumações parei um tempo e me coloquei a pensar no quanto eu gostava das coisas, gostava de ter voltado mais cedo da praia e ter ido na faculdade de bobeira, gostava dos meus amigos, gostava do metro lotado, e gostava mais ainda da minha rotina, gostava do que eu tinha me tornado, enfim gostava do rumo que as coisas tinham tomado. Eu sei que eu estou longe de começar uma vida bem sucedida no grande mundo da Diplomacia, mas eu gostava de tudo o que tinha passado, gostava dos erros, dos acertos e de tudo que eu tinha feito...
Enfim parafraseando Cazuza: "Eu preciso dizer que te amo" minha vida, minha familia, meus amigos, minhas escolhas, meus acertos e meus erros.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Rotina e Hábitos

Para estrear vamos a primeira postagem de verdade!!!

Esses dias fui a uma festa infantil, até ai tudo lindo e maravilhoso. Sabado às 6 horas da tarde estava marcada a festa. Chegamos às 7. A festa estava boa pelo menos pra mim que adoro festas de criança. Mas não é na festa que eu quero me focar e sim no que ocorreu lá.
As pessoas foram chegando e se acomodando, e eu no meu canto obsevava tudo o que acontecia com olhos atentos pronto para falar da roupa de um que era esquisita, ou do outro que usava a mesma calça jeans e a camisa da outra festa. Sim nesse ponto eu e as pessoas da minha família somos bem filhos-da-puta observadores. A festa seguiu e cada um foi para um canto. Umas pessoas foram conversar fora do salão, outras se juntaram em um canto e empolgadas conversavam sobre os mais diversos assuntos, e eu de repente me vi sozinho sentado na mesa observando tudo o que ocorria, mas não estva sozinho por não ter onde me enfiar e sim por opção, naquele dia não estava a fim de conversar, e sim de observar.
Começei a pensar então no quão mecânicas são as pessoas, arriscaria dizer até o quão ritualisticas elas são, ou seja, chegam em um lugar comprimentam todos presentes, sentam em uma mesa, conversam , falam mal dos outros, chaga a hora do parabéns e todos cantam empolgados, logo em seguida vão para suas casas e comentam mais uma vez como fulano estava esquisito ou ciclana que estava com uma blusa tão decotada que seus peitos estavam explodindo.
Não sei se fui eu que viajei de mais pensando ali sozinho num canto do salão, ou se as coisas são realmente assim. Não que nós somos certinhos de mais ou bagunçeiros de mais....mas acho que as coisas acontecem bem por ai!
Acho até que podemos estender este pensamento ao nosso dia-a-dia, ou seja, levantamos, fazemos nossa higiene pessoal, nos vestimos, pegamos uma condução rumo ao nosso trabalho/colegio, voltamos para casa, assistimos televisão, jantamos e vamos dormir para tudo começar outra vez...
O que eu conclui com isso foi que as pessoas estão tão habituadas as rotinas que as vezes se esquecem de viver realmente e de dar valor ao que importa.


Apresentação !? Hi nice to meet you !

Bom depois de muito tempo resolvi começar a postar no blog, ou pelo menos tentar.
Não sei se tará muitos leitores, quer dizer pra falar a verdade acho que não vai ter nenhum mesmo mas enfim, quem sabe.

Decidi fazer o blog para me expressar...compartilhar as minhas neuras e as minhas ideias...dizer o que penso sem medo de ser feliz. Não sei se vou conseguir mas não custa tentar.
Espero que se divirtam possiveis leitores.