terça-feira, 30 de março de 2010

Número 1#


Acho que depois de muito tempo eu me encontrei em um esporte. Devo confessar que nunca fui bom em nada, e fazia as aulas de educação física empurrado. Tentei por muitas vezes pegar algum atestado médico que me dispensasse das malditas aulas, mas tudo em vão. Sempre era o ultimo a ser escolhido, e queria morrer quando o maldito professor mandava jogar futebol, que eu odeio, na maldita aula.
Tirando as aulas de educação física na escola, tentei de tudo como tae-kwon-do, capoeira, yôga, spinning entre outros, mas nada disso me fez tão feliz quanto a natação, coisa que eu vim descobrir depois de muito tempo, diga-se de passagem.
Entre muitas das minhas idas e vindas pelos esportes citados, resolvi fazer natação. Quanta euforia foi àquela primeira aula, eu adorava estar na piscina, mesmo quando por vezes eu engolia muita água...hahaha
O tempo passou e minhas habilidades na água melhoraram e eu fui convidado para ir para o "treino" era como chamavam as aulas mais avançadas que visavam os campeonatos, na academia onde eu fazia natação.
Mais uma vez o tempo passou e eu cansei de tudo aquilo.
Mas a uns anos atrás decidi voltar a nadar, não para treinar para competições, só por esporte mesmo, mas para minhas surpresa fui chamado novamente para ir para o "treino". Fui com prazer e lá meu instinto competidor despertou novamente. Treinava dia após dia para tentar ganhar daqueles que eram melhores do que eu, por mera satisfação pessoal. No começo não foi fácil, e eu por várias perdi.
O Tempo passou alguns pararam com a natação outros entraram, e eu comecei a ganhar da maioria do pessoal. De repente eu e mais dois colegas começamos a ser chamados de melhores alunos do treino. E lá se vão mais alguns meses e mais uma vez alguns saíram e alguns entraram, e eu comecei a ficar "famoso" (não, eu não estou me achando) lá na natação, ganhava de todos (mais uma vez eu não estou me achando o fodão, são apenas os fatos U.U) e tudo ficou chato novamente, não tinhas mais o desafio, não tinha mais aquele que era melhor que você, não precisava me esforçar mais pra ganhar de ninguém.
Nos últimos tempos isso mudou, acho que pelo meu comodismo, diria até que proposital, e uma nova professora que começou a dar aula pra gente, o pessoal começou a cobiçar o meu "posto", que maravilha que foi isso, ter que treinar, ralar, se matar para se manter no "topo". Como isso é bom, cada vez que competimos entre nós, e a disputa fica tão acirrada que você tem que usar toda sua força, toda sua energia que depois você fica "morto" de tanto cansaço. Como é boa essa sensação me faz sentir vivo, me faz sentir realizado por finalmente se bom em alguma coisa.

O Post de hoje rendeu...hahaha, mas já vinha pensado em escrever essa experiência a muito tempo. Espero que gostem



segunda-feira, 29 de março de 2010

Tempo

Confesso que o blog está meio abandonado, mas minha vida está corridíssima. Eu sei que eu não trabalho, e minha única preocupação é a faculdade, mas mesmo assim, a vida universitária não é facil.
Falando em tempo corrido o post de hoje é sobre o tempo. Espero que gostem!



Tentamos a todo momento controlar nossas vidas sem saber que nós é que somos controlados o tempo todo. Queremos que tudo seja programado, pré determinado e se por algum acaso do destino nos deparamos com um imprevisto ficamos loucos.
É bem verdade o que disse Cazuza quando afirmou que o tempo não para e a gente ainda passa correndo. A vida é tão curta o tempo é tão curto que mal temos tempo para fazer o que realmente desejamos. Não que eu seja um frustrado que não conseguiu fazer o que queria, mas o tempo é implacável.
A partir do momento que começamos a crescer, amadurecer e envelhecer o tempo parece passar tão mais rápido. Sinto saudades de quando era criança e ficava brincando o dia todo naquelas tardes intermináveis, como era bom, eu fazia tantas coisas, brincava de tantas coisas, que dava tempo de cansar, descansar e voltar a brincar sem que o sol saísse lá do alto do céu.
Sinto falta  das pessoas que já não estão mais presentes, do carinho da vovó e das broncas do vovô.
Sinto falta dos almoços em família, das viagens, do natal quando todos nós nos reuniamos e eu gavanha uma batata por dizer que o papai noel não existia.
Hoje estou na faculdade, e custo a acreditar que estou cursando o 2º ano, tudo passou tão rápido, o trote as novas amizades, o novo mundo acadêmico e as  festas.
Acho que esse é um grande problema do ser humano, não aceitar que o tempo passsa, que nós envelhecemos e que as coisas mudam.
Mas enfim, sinto saudades de quando era criança e ficava brincando o dia todo naquelas tardes intermináveis.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Egoismo

Mais um sexta-feira, e mais uma vez eu só tive tempo hoje para postar aqui.
O tema de hoje é egosimo, não que eu tenha definido um tema para falar sobre aqui no blog, mas é algo que já estava pensando em tratar. Vocês já pensaram em como nós somos egoístas? Sim isso mesmo que você acabou de ler, nós somos egoístas e não adianta dizer que não. Pense comigo, porque você tem amigos? 
Simples porque você quer algo deles, não estou dizendo que nós somos mercenários egoístas sem alma, mas que nós esperamos algo deles nem que seja simplesmente a amizade pra você se sentir mais seguro, ou seja com os nossos amigos ficamos mais descontraidos, mais seguros. Eles são como uma "droga" um "algo" que te faz sentir melhor. Ficou confuso né!? Vou tentar me explicar melhor usando outro exemplo e espero não exagerar.
Por que você ajuda seus pais? Seja lavando a louça ou dando uma faxinada na casa? Porque você é obrigado? Bom isso não conta...hahahah. Eu estava pensando nisso esses dias e foi aí que eu tive a idéia desse post. Minha mãe havia feito compras no mercado e me pediu que eu a ajudasse carregar as compras pra dentro, eu é claro fui dar um ajudinha. Foi ai que eu pensei mas por que porra raios eu estou ajudando? A resposta que veio a minha mente foi simples e um tanto quanto perturbadora, eu não queria ver o desgaste da minha mãe, não que ela tenha milianos, muito pelo contrário ela é bem jovem, mas eu pensei que ela já se preocupa com tantas coisas por que deveria se preocupar com isso? Por que ela deveria se desgastar mais? Pra nada é simples não quero vê-la "morta" ao fim do dia, ou seja eu estava ajudando não por ser simplesmente um favor, mas sim para eu me sentir bem. Olha aí o egoísmo. sempre eu, eu e eu.
Vamos a outro exemplo, por que usar roupas ou acessórios que chamem a atenção? Mais uma vez simples, você quer chamar atenção, ser notado para se sentir bem.

Obs: eu tenho um desse, e gosto de chamar atenção...hahaha


Eu sei o post é meio confuso, mas tem sentido, pense bem no que eu disse acima.
Quando e tive aula de Filosofia na Faculdade vi umas coisas assim que fazem sentido. Estudei um pouco sobre Kant (filosofo alemão - 22 de abril de 1724 - 12 de fevereiro de 1804)¹ que dizia que nós devemos agir de acordo com o nosso imperativo categórico, ou seja, agir de modo que as nossas máximas (ações) possam ser transformadas em leis universais. Ele também falava de usar as pessoas como fim e não como meio, explicando, no caso eu estava ajudando minha mãe para fazê-la feliz, contente ou qualquer coisa do gênero, mas isso não é certo pois na verdade eu a estava ajudando para não vê-la cansada, satisfazendo minha vontade, ou seja eu a usei como meio para atingir meu objetivo e não como fim (vê-la feliz).
Kant também chegou a conclusão que a única coisa que pode ser transformada em lei universal é a busca pela felicidade. Beleza agora eu confundi mais ainda...mas creio que não é tão dificil de entender.
Sim eu também fugi um pouco do tema...mas acho que no final das contas ficou "entendível". A moral da história é que somos movidos pelo nosso próprio interesse e queremos sempre o nosso bem estar.



¹ Fonte Wikipédia
Ps: Se quiser se aprofundar no assunto leia: " A Crítica da Razão Pura "de Immanuel Kant

sexta-feira, 5 de março de 2010

Transformações

Finalmente é sexta-feira, e eu tive um tempinho pra passar por aqui. A faculdade este semestre está impossivel, muitos textos para ler e muitos trabalhos a fazer. Falando em textos para ler, enquanto eu lia um dos textos que o preofessor havia recomendado, me deparei com os versos abaixo, e os achei muito interessantes. No seu contexto original o texto se refere a Nações e Estados, mas achei que poderia ir além disso.
Eu sei que a pintura abaixo é muito sugestiva, mas em nehum momento quiz relacionar o post com religião ou algo do tipo, se bem que seria possível, mas sim as transformações que passamos na vida ao entrarmos em contato com as pessoas e com o mundo, ou seja, estamos sujeitos a mudanças a todo momento uma vez que entramos em contato com o exterior e sabemos extrair o máximo do novo, e aprender com o desconhecido. Algumas vezes essas mudanças são para pior e outras para melhor, a conclusão disso, só o tempo dirá. 




Tendo aprimorado a arte de súplicas,
Como negá-las, a quem promover e quem
Conspurcar por ter ido longe demais, recriei
As criaturas que me pertenciam, ou as transformei,
Ou então as reformulei, tendo a chave tanto do ofício
Quanto do oficial, determinava que todos os corações contassem
No tom que aos meus ouvidos mais agradasse.

                                                                            "Philip Bobbitt"