terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Então é Natal

O Natal está chegando e com isso o fim de mais um ano.
Não sei se já comentei com vocês, mas o Natal é a época do ano que eu mais gosto, por todos aqueles clichês que são inerentes a ele. Época de correrias na busca por presentes aos familiares e para os famosos Amigos Secretos. As casas ficam enfeitadas, as pessoas ficam mais amáveis, as lojas ficam mais cheias, se gasta mais dinheiro e o resultado disso é uma noite encantadora com os familiares, ou com as pessoas que se ama.
Mas com o final do ano não vem só o Natal, mas também o Ano Novo e o fim de todo um ciclo de escolas, faculdades, cursos, trabalhos e afins.
O balanço que eu faço desse ano que se esvai é bem positivo, aprendi muitas coisas, tive a oportunidade de ajudar as pessoas, me senti mais humano, mais útil, mais feliz, com a sensação de missão cumprida e com a devida bagagem para iniciar mais um ciclo em minha vida e para continuar o incansável aprendizado tanto material, quanto espiritual.
Como já havia dito esse ano tive que perder algumas batalhas para ganhar a guerra, mas a vida é assim cheia de mistérios que nos levam a sorrir e a chorar para aprender valiosas lições que só o tempo e as experiências podem nos proporcionar.
Por fim desejo um Feliz Natal a todos e um Ano Novo muito prospero e cheio de realizações.

Reizinho

Sou praticamente filho único de uma mãe quase solteira, porém muito presente em minha vida, e até a pouco tempo atrás tinha uma avó bem presente também.
Sempre reinei em casa, com punhos de aço, desde que eu me conheço por gente, e sempre fui tratado como um verdadeiro reizinho. Nunca aceitei ser contrariado e nunca aceitei nem que se quer pensassem em ameaçar a minha soberania.
Por causa disso arrumei algumas brigas, criei inimizades, cortei algumas relações, cedi por algumas vezes para ganhar no final das contas.
Sei que sou rei e continuarei sendo até quando Deus quiser!

Vamos mudar o Brasil

Alguns meses atrás fui convidado pelo colégio onde estudava para um encontro com os alunos do 3º ano para contar as minhas experiências na faculdade, digo as nossas experiências, pois mais ex-alunos assim como eu foram convidados.
Foi em um sábado pela manhã, e vários profissionais já formados também estavam presentes prontos para esclarecer as duvidas dos jovens (não que eu seja velho, mas enfim) concluintes do ensino médio. Tudo ocorreu de forma bem natural, todos contaram um pouco das suas experiências, algumas perguntas surgiram e as duvidas foram sanadas.
Mas o que mais me chamou a atenção em meio a isso tudo foi algo que a coordenadora do evento, a Dr. Débora, me disse:

- Tenho muitas expectativas sobre você, espero que você consiga mudar o Brasil.

Na hora essas palavras me soaram, até que normais, quer dizer, não tão normais assim, pois pude perceber o enorme peso que isso trazia e também o tom de desanimo e desilusão que a Dr. Débora me aparentou ter com a política brasileira. Não que eu ache ela maravilhosa.
Depois de analisar friamente a situação, me peguei pensando se era realmente possível conseguir tal intento e a conclusão que eu cheguei foi decepcionante. Isso não é possível de ser realizado. E não vou ficar explicando os vários empecilhos que teriam que ser vencidos para que isso se tornasse minimamente possível, e não vou ficar mais uma vez falando das teorias das Relações Internacionais e da Ciência Política que corroboram com o meu pensamento.
Sei que deve haver pessoas que discordam de mim, e que provavelmente terão o discurso de que se você não tentar nunca vai saber se dá certo e tudo mais. E o que eu tenho a dizer é que somos uma geração pouco interessada em política e mal conhecemos todos os nossos direitos, não estamos nem aí para o rumo que as coisas vão levando, e outras coisas mais que eu não vou me estender em falar, e que todos já sabem. E eu fico aqui me perguntando: Vamos mesmo mudar o Brasil?!

Percival X José


Sempre fui criado em meio a cães e gatos, sempre que podia viajava para o interior e ficava no meio do mato. Isso criou em mim certo apreço da minha parte com relação aos bichinhos.
Há uns três anos ganhei um gato do meu pai, o Percival, uma coisinha preta recém nascida que foi mimada criada com todo o amor e carinho dos seus donos “babões”, ou seja, nós.
Aos poucos ele foi crescendo, se tornando o dono da casa, o dono de seus donos e desfrutava de certa primazia territorial, até chegar o José, outro neguinho vira-lata, porém um cachorro mestiço de poodle. Quando nós o pegamos ele parecia o cachorro do Bob Marley, com o pelo todo embaraçado e comprido. Para nós foi uma felicidade por adotar um cãozinho, e para o Percival, uma tragédia, a perda de sua exclusividade e a divisão da nossa atenção.
Os dois hoje em dia se aturam, mas sempre rola uma provocaçãozinha por ambas as partes, pois um tem ciúmes excessivos do outro, e eles “brigam” como gladiadores numa batalha épica pela nossa atenção, e nós ficamos como expectadores assistindo o show desses artitas, rindo dos excessos e das manias de cada um.